Saiba como ajudar uma pessoa com comportamento suicida | Vitta Vivace

Saiba como ajudar uma pessoa com comportamento suicida

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Setembro é um mês de divulgação de diversas campanhas de conscientização, como a de prevenção ao câncer infantojuvenil e às cardiopatias. Com um alerta especial para o combate ao suicídio, também foi criado o movimento Setembro Amarelo, que destaca a realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Para promover a ação, o Vitta compartilha informações e ajuda a identificar os sinais que revelam quando uma pessoa está com ideias suicidas.

Organizado no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), o Setembro Amarelo divulga informações à população sobre como identificar e prevenir o suicídio, por meio de palestras, eventos, passeatas, passeios de bicicleta, distribuição de folhetos, uso de camisetas e fitas amarelas e pela iluminação amarela de prédios públicos e privados. Mundialmente, o IASP (Associação Internacional para Prevenção ao Suicídio) estimula a divulgação da causa vinculada ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, em 10 de setembro.

Segundo dados divulgados no site do movimento Setembro Amarelo (http://www.setembroamarelo.org.br/), atualmente, são 32 brasileiros mortos por dia, uma taxa superior às vítimas da Aids e da maioria dos tipos de câncer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 800 mil pessoas morram por suicídio a cada ano, cerca de 48 milhões de indivíduos no mundo.

O World Health Statistics de 2010, um relatório de informações estatísticas da OMS, divulgou que a taxa de suicídios aumentou 60% nos últimos 45 anos e a projeção para 2020 é de que essas mortes aumentem em mais de 50%, sendo que 1,5 milhão de pessoas irão cometer o suicídio no período de um ano no mundo. Esses dados representam uma morte a cada 20 segundos e uma tentativa a cada 2 segundos, já que as tentativas tendem a ser de 10 a 20 vezes maiores.

Considerado um problema de saúde pública, o suicídio tem sido um mal silencioso, devido à falta de conhecimento sobre o assunto ou por medo de abordá-lo, por isso, precisa ser discutido em todos os ambientes de convivência social. De acordo com a OMS, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos, se a vítima recebesse ajuda de pessoas que estão à sua volta.

O Vitta Vivace reuniu uma série de informações sobre como identificar e prevenir o suicídio e pede ajuda de toda a sociedade para diminuir esses índices de mortalidade. “As pessoas ainda têm muito medo e vergonha de falar sobre o assunto, porque as vítimas se sentem discriminadas e excluídas, mas é preciso conversar e buscar ajuda, para que se possa lutar contra o problema e preveni-lo. É uma responsabilidade da família, dos profissionais de saúde e da escola. Estamos sempre atentos com o comportamento dos nossos alunos, falamos sobre bullying, depressão, drogas e todos os aspectos que estão relacionados”, explica Letícia Lourenço, psicóloga do Vitta Vivace.

A especialista do Vitta pede um olhar observador dos pais e familiares, principalmente, em relação aos adolescentes e jovens.O jovem é um grupo que merece atenção, já que o cérebro pré-frontal, que controla as emoções e os impulsos, não está totalmente formado e só tem a sua formação completa entre 20 e 22 anos”.

Sinais

Para oferecer ajuda a um familiar ou amigo, é necessário saber identificar os sinais de manifestação do problema, conversar sobre o assunto com a vítima e buscar auxílio.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elenca sentimentos de depressão, desamparo, desesperança e desespero em atos suicidas. A perda de emprego e o término de um relacionamento podem ser alguns motivos de desencadeamento, por exemplo.

Outras manifestações são: quando a pessoa tem pensamentos suicidas e chega até a tentar; uso de drogas; problemas de ansiedade e estresse; vítimas de bullying, entre outras. É importante lembrar que caso a pessoa já tenha realizado alguma tentativa de suicídio anterior e está deprimida, a chance de tentar novamente é maior.


Fatores de risco

Conforme o Ministério da Saúde, em seu Manual Dirigido a Profissionais da Saúde Mental, os fatores de risco do suicídio são divididos em 4 áreas:

1) Transtornos mentais:

  • Transtornos do humor (ex.: depressão);
  • Transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de substâncias psicoativas (ex.: alcoolismo);
  • Transtornos de personalidade (principalmente boderline, narcisista e antissocial);
  • Esquizofrenia;
  • Transtornos de ansiedade;
  • Comorbidade potencializa riscos (ex.: alcoolismo + depressão).

 

2) Sociodemográficos:

  • Sexo masculino;
  • Faixas etárias entre 15 e 35 anos e acima de 75 anos;
  • Estratos econômicos extremos;
  • Residentes em áreas urbanas;
  • Desempregados (principalmente perda recente do emprego);
  • Aposentados;
  • Isolamento social;
  • Solteiros ou separados;

 

3) Psicológicos:

  • Perdas recentes;
  • Perdas de figuras parentais na infância;
  • Dinâmica familiar conturbada;
  • Datas importantes;
  • Reações de aniversário;
  • Personalidade com traços significativos de impulsividade, agressividade e humor instável.

 

4) Condições clínicas incapacitantes:

  • Doenças orgânicas incapacitantes;
  • Dor crônica;
  • Lesões desfigurantes perenes;
  • Epilepsia;
  • Trauma medular;
  • Neoplasias malignas;

 

Se o paciente encontra-se sob tratamento psiquiátrico, o risco é maior naqueles que:

  • Tiveram alta recentemente do hospital.
  • Tem história de tentativas anteriores.

 

Além disso, fatores de vida estressores recentes que foram associados a um risco aumentado para suicídio incluem:

  • Separação marital.
  • Problemas familiares.
  • Alterações no status ocupacional ou financeiro.
  • Rejeição de uma pessoa significativa.
  • Vergonha e medo de ser culpado de algo.


Saiba mais em: http://vitaalere.web985.uni5.net/o-suicidio/

Fonte: Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção ao Suicídio

 

Como ajudar

Se você identificar sinais de suicídio e estiver preocupado sobre como lidar, o primeiro passo é ser direto com a pessoa, conversar sobre o problema e mostrar acolhimento, aceitando a dor do outro, sem julgá-lo. O Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção ao Suicídio orienta amigos e familiares a perguntarem se a pessoa está pensando em se matar, há quanto tempo e se sabe como vai fazer isso. O importante é tomar uma atitude e encaminhar a pessoa a um profissional de saúde. Confira a seguir como auxiliar.

  • CVV: uma das formas mais conhecidas de apoio é o trabalho realizado pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, que presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. O atendimento é realizado por telefone no número 141 (atendimento 24 horas), pessoalmente (nos 72 postos de atendimento) ou pelo site cvv.org.br – via chat, Skype e e-mail.
  • Em caso de risco de suicídio iminente, ligar para 190 ou 192 e solicitar atendimento.
  • Procurar profissionais de saúde: enfermeiros, médicos e assistentes sociais.
  • Procurar profissionais de saúde mental: psiquiatras, psicólogos, terapeutas ou grupos de apoio.
  • Procurar o diretor ou coordenador da sua escola, padre/pastor, líder comunitário.
  • Criar um plano de apoio, com indicações sobre o que fazer e para quem ligar quando a pessoa estiver em crise.
  • Compartilhar histórias de pessoas que já passaram pelo problema e que superaram.
  • Entre as principais indicações do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção ao Suicídio, estão: descansar, comer e não abusar das drogas. Confira: http://vitaalere.web985.uni5.net/se-voce-esta-pensando-em-se-matar/
  • Saiba onde procurar emergências psiquiátricas em São Paulo: http://vitaalere.web985.uni5.net/onde-procurar-ajuda/

 

Mais informações em:

http://www.setembroamarelo.org.br/

https://www.cvv.org.br/

https://www.cvv.org.br/blog/um-setembro-mais-amarelo/

http://www.abp.org.br/portal/setembro-amarelo/

http://www.abeps.org.br/prevencao/

http://www.vitaalere.com.br

 

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